Calau-malhado-grande
Buceros bicornis
Visão Geral
O calau-malhado-grande é facilmente reconhecido pelo enorme bico amarelo e preto, com um casco proeminente sobre ele. Ambos os sexos têm uma plumagem predominantemente preta, com áreas brancas no pescoço, abdômen e coxas, marcas também brancas nas asas e uma longa cauda branca com faixas pretas. Machos e fêmeas têm aparências semelhantes, mas os machos têm um casco mais proeminente com detalhes pretos e olhos vermelhos com pele preta ao redor, enquanto as fêmeas têm cascos menores com tons avermelhados e olhos azul-esbranquiçados com pele rosa ao redor.
Os calaus-malhados-grandes têm entre 95 cm e 120 cm de comprimento. Os machos geralmente são maiores e mais pesados, pesando entre 2,6 kg e 3,4 kg, enquanto as fêmeas pesam de 2,1 kg a 3,3 kg.

- Encontrado em
- Sudeste Asiático
- Classe
- Aves
- Ordem
- Bucerotiformes
- Família
- Bucerotidae
- Gênero
- Buceros
Estado De Conservação
Como uma ave classificada como Vulnerável, o calau-malhado-grande é ameaçado pela perda de habitat e caça. O desmatamento em todo o Sudeste Asiático reduziu drasticamente as florestas maduras e antigas das quais a espécie depende. E a expansão humana fragmentou ainda mais esses habitats, dificultando a busca por cavidades para ninhos e oportunidades para se alimentar. Os calaus também são alvo de caçadores pela carne, penas e cascos, utilizados como alimento, ornamentos tradicionais ou em rituais. Devido à baixa capacidade de reprodução, o calau-malhado-grande se recupera muito lentamente desses impactos.
Parques nacionais e santuários de vida selvagem no Sudeste Asiático protegem habitats essenciais, enquanto programas de conservação comunitária incentivam moradores locais a proteger locais de nidificação e monitorar populações. Caixas-ninho artificiais foram colocadas em algumas regiões para compensar a perda de cavidades naturais, com resultados reprodutivos promissores. A continuidade da proteção do habitat e o forte engajamento das comunidades locais continuam sendo essenciais para a sobrevivência dessa espécie icônica.

- População Selvagem
- 13.000 - 27.000
- Estado De Conservação
- Vulnerável
Fatos Sobre Animais
- O grande casco amarelo do calau-malhado-grande é feito de queratina oca e acredita-se que ajude a atrair parceiros, amplificar vocalizações e em disputas físicas entre machos.
- Os calaus-malhados-grandes têm grande importância simbólica em muitas culturas indígenas da Índia e do Sudeste Asiático, aparecendo com frequência em histórias, danças e rituais tradicionais.
- Durante o voo, os calaus-malhados-grandes produzem um som característico que pode ser ouvido de longe, às vezes comparado ao barulho de uma locomotiva a vapor.
- Os calaus-malhados-grandes se alimentam principalmente de frutos, com os figos representando grande parte da dieta. Porém, eles também consomem pequenos mamíferos, aves, répteis e insetos.
- Os calaus-malhados-grandes esfregam o bico e o casco na glândula do óleo localizada próxima à cauda, dando uma coloração amarela brilhante.
O Planet Zoo 2 ainda está em desenvolvimento, e a Zoopédia reflete este trabalho em andamento. Textos, imagens, estatísticas, entre outros, não são necessariamente definitivos e podem mudar ou ser expandidos.








Social E Reprodução
Os calaus-malhados-grandes vivem em pequenos grupos formados por casais monogâmicos e suas crias.
Os calaus-malhados-grandes são monogâmicos e só têm um parceiro por toda a vida, ou pelo menos por várias temporadas reprodutivas consecutivas. O acasalamento ocorre durante a estação seca. O cortejo entre um possível casal geralmente começa com exibições aéreas e vocalizações em dueto altas, além de o macho oferecer alimento para a fêmea. Após a criação do vínculo, o casal geralmente escolhe uma grande cavidade natural no alto de uma árvore madura. Após o acasalamento, a fêmea se fecha dentro da cavidade usando uma mistura de lama, fezes e polpa de frutas, deixando apenas uma pequena abertura para o macho alimentar a parceira e também a futura cria pelos meses seguintes.
Dentro da cavidade, a fêmea faz a postura de 1 ou 2 ovos e os incuba por 38 a 40 dias, até a eclosão. Em seguida, ela fica mais 5 semanas criando os filhotes. Durante esse período, o macho procura figos e outros alimentos, geralmente frutas. E, quando há oportunidade, ele também caça pequenas aves, répteis ou mamíferos, compartilhando o alimento com a família no ninho. Após esse período, a fêmea abre a cavidade e sai do ninho, passando a ajudar o parceiro a buscar alimento e cuidar dos filhotes. Os filhotes começam a sair do ninho após a sétima semana de vida, mas continuam sendo cuidados pelos pais até terem cerca de 15 semanas de idade.
Nesse estágio, os calaus jovens se tornam independentes dos pais, mas a maturidade sexual só é atingida entre os 4 e 5 anos de idade. Os machos geralmente se reproduzem mais tarde que as fêmeas, pois podem não conseguir formar um vínculo até que os cascos estejam totalmente desenvolvidos.